Sinto você passar e não posso te tocar nem te olhar,você colocou uma proteção sobre você que me empede totalmente de me aproximar.Mas nem sempre foi assim,você me jurou que sempre seríamos dois em um só.Mas sem mais sem menos você nos separou com uma força fatal,e me deixou no chão sangrando enquanto você caminhava com sua proteção.Nós nos afundamos em um mar de ilusões,cada dia uma feriada era aberta e mesmo sem cicatrizar uma nova feriada era feita,feita por você e eu nem percebia.Seu amor me deixava totalmente anestesiada.Mas eu já previa tudo isso,era um pessimismo realista que eu tinha em relação a você.Você chegou entrou nos meus textos na minha vida em mim e depois se foi,subiu pelas paredes molhadas com lágrimas e tudo que eu pude fazer foi assistir.Mas estou tentando superar,ouço uma boa musica enquanto espero o café acabar para logo em seguida fazer outro ou como um pouco de decepção pra ver se assim consigo melhor entende-lá.Faço isso enquanto você brinca de canibalismo-sentimental e antes que você tire essa proteção e eu por um descuido te beije.
― Tu tens um jeito estranho de andar. ― Não lhe agrado? ― Tem mania de desgosto. ― E como ando? ― Como quem come. ― Come o que? ― Os outros. ― Sou vegetariana. ― Mas engole as pessoas. ― Não como porcaria. ― Então que faz comigo, minha querida? ― Te consumo. (Silêncio) ― Lembrou-me cigarros. ― Te vicio? ― Mata-me. Devagarinho… ― …de prazer.
sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Balela
Queria fugir da rotina,sair um pouco.Coloquei meu melhor salto,vesti meu melhor vestido e passei meu bom e velho batom vermelho(me sinto mais segura de batom vermelho)e sai.Bebi litros e por alguns momentos o mundo girou apenas ao meu redor (obrigada vodka)fui dançar,3 minutos de compaços rítmicos pareceram valer uma vida inteira de futilidades.Esqueci de todos meus problemas enquanto dançava olhando pra cima vendo o globo de cristal girar.Desci do salto,queria sentir o chão molhado de bebida,escorreguei,caí mas logo fiquei de pé,como sempre.Já fiquei no chão algumas vezes,sei como é,as pessoas não se importam elas simplesmente te pisam.Fui para o segundo andar,queria dançar um pouco mais alto,me sentir um pouco maior que meu um metro e sessenta e cinco de altura.Dançava como uma louca,todos me olhavam,não entendiam meu jeito estranho de dançar e eu não estava nem um pouco afim de explicar.Eram 4 da manhã meu vestido estava sujo,meu salto?eu nem sabia mais onde estava e meu batom vermelho que me dava toda segurança do mundo já estava por sair.Tomei mais uma dose de vodka,essa tinha gosto de satisfação.Não queria ir embora,na verdade eu queria ficar ali pra sempre sentindo aquela sensação de liberdade e segurança que eu não sentia há anos.Mas o que fazer quando o que te dá segurança é um batom vermelho que já estava por sair de seus lábios?não dava para retocar,raramente saio com maquiagem na bolsa,não sou do tipo que perde uma música inteira no banheiro retocando a maquiagem.Deixo ela borrar,sair,me permito ser quem sou.Era tarde demais,fui pra casa.Eu e meu velho amigo,batom vermelho(...)aquele que eu uso para que minha vida pareça menos trágica.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Livre
Na certeza de uma vida incerta ela se embaraçava em suas
próprias palavras e caia.Limpava o chão enquanto se arrastava.
Nunca contava até 3,sempre até 4.Lembrava-lhe um quadrado,lhe
dava mais segurança ter quatro lados iguais.
Gostava de gritar para libertar as feras que a mantia
presa dentro dela mesma.Sorria por um segundo,pensava
compensar 24 horas banais.
Dormir sempre lhe foi uma tentativa falha,nunca precisou
se iludir para continuar vivendo.
Cansada de tudo tentou voar.A vida parecia mais bonita lá
de cima.Acabou no chão.Outra vez.
(...)
domingo, 18 de março de 2012
Doce tortura
Eu quero sangue.Eu quero seu sangue.Quero te cortar por inteira e ver seu sangue jorrar no chão enquanto gargalho,não por felicidade mas por satisfação.Não me contentaria com apenas uma gota.Não mataria minha sede (muita sede) quero beber um balde cheio dele,deixar escorrer pelo meu corpo nu enquanto o vermelho do seu sangue contrasta com minha pele branca.Eu quero mais muito mais,quero seu coração e suas veias.Quero comê-los,dilacera-los.Quero seus dentes para mastigar por mim,quero suas mãos para me acariciar e quero sangue mais sangue.Não pense que me contentarei com apenas isso,eu sempre quero mais e quase nunca estou satisfeita.Lute para me satisfazer,mê dê seu sangue,sua vida inútil.Não,não tente fugir,você sabe que não tem escapatória ou você me dá todo seu sangue ou outra pessoa o sugará por mim.Todos temos um dom,o meu é fazer as pessoas sofrerem.Isso é tão excitante.Mas não se assuste minha querida,a vida tende a ficar mais bonita quando algo de inesperado acontece.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Entrada proibida para desconhecidos
As paredes do meu quarto são feitas de aço,aço doados por pessoas.De cada uma ganhei um pedacinho e de pedacinho em pedacinho construí minha parede forte e resistente.Toda parede foi milimetricamente planejada para que ninguém que eu não permita á atravesse e consiga chegar até mim.Com os restos de aço que sobraram da parede eu contruí uma armadura cujo a mesma uso por baixo da roupa.Armadura e parede invisível aos olhos de qualquer pessoa.Tirei meus sentimentos e os deixei em uma clínica para que não se sintam tão sozinhos como se sentiam na minha gaveta ou em meu bolso.Não quero torna-lós de aço também então os deixarei em conserva e quando tudo voltar ao normal e me fizerem brotar boas lembranças ao invés de aço os engolirei de volta.É tudo estratégico.Acontece assim;eu me fecho,eles se intrigam em querer me conhecer,me abrirão e verão que também sou de carne e osso.Pronto vai dar tudo certo,sem mais aços apenas boas lembranças.Depois que os aços saírem de mim serei praticamente um papel o cuidado comigo mesma será redobrado,sentirei falta deles e posso até precisar futuramente portanto os deixarei em minha dispensa,sem alimentos,apenas aço.Me alimentarei deles para ficar menos frágil por dentro,um coração de aço não seria má ideia.Cairia como uma luva.Enquanto isso não acontece continuarei vagando pelo meu quarto com a minha armadura.É pesada mas já suportei pesos piores.Quero mais é que me abram,me descubram.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Conto de Falhas
Então vamos fazer assim;eu finjo não te ver e você finge não existir.Passarei uma borracha em cada traço de sua face,em cada membro de seu corpo com feridas ainda não cicatrizadas e aí já não existirá nada além de vestígios seu nos restos da borracha gasta no chão.Restos cujo farei questão de queimar,mas não é por revolta nem nada é apenas uma maneira que encontrei de me prevenir de um tombo antes mesmo da queda.Você carrega um peso maior do que pode suportar,o peso do amor (de forma altruísta).Eu apenas lhe farei o favor de te livrar de tudo isso.Te apagarei com uma borracha,queimarei os restos que cairão no chão e depois jogarei as cinzas no mar com uma rosa vermelha para que você mesmo depois apagada continue linda.Fecharei os olhos e ouvirei seus sussurros...já consigo prever.Fingirei de cega e surda logo não existirei.Depois que o silêncio e as águas do mar te levarem embora voltarei para casa com um leve olhar de satisfação.Mas tente mudar.Ainda posso me redimir em relação a você.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Tire-me Daqui
Me dê mais corda.Ainda não consegui fazer meus pés tocarem o chão.Metade de mim ainda está ai com você.A outra metade quer voar,ser livre.Não podemos continuar um amor mútuo que nunca existiu,se continuarmos corremos o risco de morrermos afogadas em nossas próprias lágrimas.Elas poderiam secar mas no outro dia estariam ali de novo.Seria em vão.De qualquer forma não sei como seria minha vida assim,sem você e hoje tento realmente compreender qual foi o momento em que eu disse pra você ir embora, porque me desculpe, mas não consigo lembrar disso.Você pisa com seus pés gelados nos outros para poder esquenta-lós sem pensar o quão fria você fará a pessoa se tornar,o quão fria você me tornou.
sábado, 3 de março de 2012
Somente elas (Skins)
Emily: Eu não vou abrir a porta. Meu rosto está todo inchado. Eu tenho ... chorado um pouco.
Naomi: Eu não me importo. Eu quero alguém ... preciso de alguém.Você estava certa.
Emily: E?
Naomi: E ... quando estou com você, eu sinto que sou um pessoa melhor. Eu me sinto mais feliz. Menos ... sozinha. Menos solitária. Mas isso não é tão simples, não é? Estar com alguém.
Emily: É não é.
Naomi: Não. Quer dizer, eu não sei. Quer dizer, eu não penso assim. Quero dizer ...Podemos simplesmente sentar-se assim ... um pouco?
Emily: Sim. Nós podemos.Um pouco.
Naomi: Eu não me importo. Eu quero alguém ... preciso de alguém.Você estava certa.
Emily: E?
Naomi: E ... quando estou com você, eu sinto que sou um pessoa melhor. Eu me sinto mais feliz. Menos ... sozinha. Menos solitária. Mas isso não é tão simples, não é? Estar com alguém.
Emily: É não é.
Naomi: Não. Quer dizer, eu não sei. Quer dizer, eu não penso assim. Quero dizer ...Podemos simplesmente sentar-se assim ... um pouco?
Emily: Sim. Nós podemos.Um pouco.
Juro solenimente não fazer nada de bom
Poderia guardar só pra mim,deixar meu peito explodir de sentimento,ou então sair gritando pelas ruas despida de vergonha.Seria em vão.Em cada dose de Vodka um amor,em cada cigarro uma decepção.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Nunca foi,nunca será
Não posso te fazer entender que o mundo não gira só ao seu redor,que seu ego muitas das vezes é a causa de minha dor.Não posso pegar de volta o meu eu que está em você e agora de mim só resta vestígios.Maneira altruísta de gostar.Destrói-me.Você nunca foi o melhor,mas sempre agi como se fosse.
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