sexta-feira, 16 de março de 2012

Entrada proibida para desconhecidos


As paredes do meu quarto são feitas de aço,aço doados por pessoas.De cada uma ganhei um pedacinho e de pedacinho em pedacinho construí minha parede forte e resistente.Toda parede foi milimetricamente planejada para que ninguém que eu não permita á atravesse e consiga chegar até mim.Com os restos de aço que sobraram da parede eu contruí uma armadura cujo a mesma uso por baixo da roupa.Armadura e parede invisível aos olhos de qualquer pessoa.Tirei meus sentimentos e os deixei em uma clínica para que não se sintam tão sozinhos como se sentiam na minha gaveta ou em meu bolso.Não quero torna-lós de aço também então os deixarei em conserva e quando tudo voltar ao normal e me fizerem brotar boas lembranças ao invés de aço os engolirei de volta.É tudo estratégico.Acontece assim;eu me fecho,eles se intrigam em querer me conhecer,me abrirão e verão que também sou de carne e osso.Pronto vai dar tudo certo,sem mais aços apenas boas lembranças.Depois que os aços saírem de mim serei praticamente um papel o cuidado comigo mesma será redobrado,sentirei falta deles e posso até precisar futuramente portanto os deixarei em minha dispensa,sem alimentos,apenas aço.Me alimentarei deles para ficar menos frágil por dentro,um coração de aço não seria má ideia.Cairia como uma luva.Enquanto isso não acontece continuarei vagando pelo meu quarto com a minha armadura.É pesada mas já suportei pesos piores.Quero mais é que me abram,me descubram.

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